- 28 Jul 2010 - 15:14 - 15 Out 2010 - 15:14
- 22 Nov 2010 - 14:54 - 26 Nov 2010 - 14:54
Vendedores do mercado Mandela 1, na Cidade de Maputo, estão preocupados com a falta de energia e insuficiência no fornecimento de água que se regista naquele local.
Falando à nossa reportagem os vendedores daquele mercado disseram que a falta de energia é a causa principal da não comercialização de produtos que precisam de refrigeração, tais como carne, frango, peixe e outros.
Segundo eles, a situação concorre para a fraca dinamização de negócio naquele mercado localizado no centro da cidade de Maputo, que tem como produtos principais somente batata, tomate, diversos tipos de verduras, cebola e carvão.
“Estes produtos não são rentáveis para o nosso negócio. Veja que eu comecei a trabalhar aqui vendendo carne, mas não raras vezes apodrecia por falta de sistema de refrigeração. Por isso parei e agora vendo tomate, cebola e batata”, disse um dos vendedores, que preferiu não se identificar, acrescentando que os produtos que agora vende compra-os muito caro, nomeadamente nos mercados de Fajardo Malanga. “E nós não podemos elevar tanto o preço, para não afugentarmos os nossos clientes”.
“Apelamos a quem de direito para resolver este problema. Se for o caso, podemos contribuir”, disse outra vendedeira, que se identificou apenas com o nome de Maria.
Aquele mercado beneficiou recentemente de obras de vedação, com apoio do Conselho Municipal, mas, apesar de aplaudirem a iniciativa, afirmam que a nova realidade faz com que encerem as suas actividades o mais cedo possível, pois o interior fica escuro. “ Isto prejudica de alguma maneira a nossa actividade e os nossos utentes, que antes vinham fazer compras até as 20 horas”.
O mercado Mandela 1 passou também largo período da sua história enfrentando problemas de falta de água, até que há relativamente pouco tempo uma das vendedeiras decidiu requerer, à conta própria, a canalização do chamado precioso líquido. Mas o facto, apesar de ter minimizado o problema, não deixa confortável os vendedores, que pagam dois meticais e cinco centavos por 20 litros.
“Precisamos de muita água por dia para mantermos limpos os produtos que vendemos, para além de higiene das casas de banho. É muito dinheiro que pagamos. Já entramos em contacto com Águas de Moçambique para que nos instalassem água, falamos também com o Conselho Municipal, mas até qui nada nos foi dito”, disse outro vendedor, sem se identificar.