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 <title>Mozambique</title>
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 <description>The taxonomy view with a depth of 0.</description>
 <language>pt</language>
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 <title>Lançada  Linha de DEnuncia  Contra Abuso De Menores Em Moçambique</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2777</link>
 <description>&lt;p&gt;Mo&amp;ccedil;ambique j&amp;aacute; conta com uma linha telef&amp;oacute;nica para a recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o de den&amp;uacute;ncias de abuso, explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; e todas as formas de viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos direitos das Crian&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A linha telef&amp;oacute;nica gratuita, 116, foi lan&amp;ccedil;ada no dia 16 de Novembro, Dia Mundial de Preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra o Abuso de Crian&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O servi&amp;ccedil;o ora lan&amp;ccedil;ado &amp;eacute; baseado no lema &amp;ldquo;juntos encontramos a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, e pretende envolver os pais e crian&amp;ccedil;as contribuindo para a edifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma cultura de di&amp;aacute;logo, reduzindo o recurso &amp;agrave; viol&amp;ecirc;ncia contra as crian&amp;ccedil;as.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o Presidente do Conselho de Direc&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Linha Fala Crian&amp;ccedil;a, Dr. Ricardo Trindade, a importancia da&amp;nbsp; linha est&amp;aacute; no facto dela assegurar que as crian&amp;ccedil;as e a comunidade no geral possam denunciar casos de abuso, neglig&amp;ecirc;ncia e tr&amp;aacute;fico de menores, atraves de um atendimento profissional, r&amp;aacute;pido, sem discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, preconceito, em&amp;nbsp; ambiente amig&amp;aacute;vel, privado e confidencial, 24 horas ao dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Ministra da Mulher e Ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social,&amp;nbsp; Virg&amp;iacute;lia Matebele, referiu que o lan&amp;ccedil;amento da linha reveste-se de uma import&amp;acirc;ncia&amp;nbsp; particular e o seu uso consciente vai contribuir bastante na solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um dos problemas que afectam as crian&amp;ccedil;as mo&amp;ccedil;ambicanas. Matabele&amp;nbsp; deplorou o facto de grande parte dos praticantes da violencia contra a crian&amp;ccedil;a ser constitu&amp;iacute;da por constitu&amp;iacute;da por adultos que ocupam lugares de destaque no tecido social, tais como, professores, pais, tios, irm&amp;atilde;os, primos at&amp;eacute; vizinhos das v&amp;iacute;timas, o&amp;nbsp; que dificulta a den&amp;uacute;ncia. &amp;ldquo;&amp;Eacute; que parte destes adultos, infelizmente, &amp;eacute; constitu&amp;iacute;da por aqueles que deveriam cuidar e garantir a sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.disse.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Linha Fala Crian&amp;ccedil;a&amp;nbsp; &amp;eacute; uma iniciativa conjunta da Rede Contra o Abuso de Menores (REDE CAME), Plan Mo&amp;ccedil;ambique, Rede da Crian&amp;ccedil;a e Save the Children. Conta com o apoio do Minist&amp;eacute;rio do Interior, Instituto Nacional de Comunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Mo&amp;ccedil;ambique (INCM), Telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Mo&amp;ccedil;ambique (TDM), Mo&amp;ccedil;ambique Celular(Mcel), VODACOM- Mo&amp;ccedil;ambique e Embaixada da Fran&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2777#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/people">Sociedade</category>
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 <pubDate>Wed, 25 Nov 2009 19:51:20 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fmondlane</dc:creator>
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 <title>Maputo, preparada para o mundial de 2010?</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2769</link>
 <description>&lt;p&gt;Maputo, preparada para o mundial de 2010?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maputo &amp;eacute; uma das mais belas cidades capitais africanas. &amp;Eacute; tida como a cidade das ac&amp;aacute;cias, que n&amp;atilde;o somente oferecem sombra aos citadinos como conferem uma beleza &amp;iacute;mpar com o seu verde,&amp;nbsp; tornando a cidade diferente de muitas cidades africanas e at&amp;eacute; do mundo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maputo tem ainda o privil&amp;eacute;gio de ser banhado pelo &amp;Iacute;ndico, possuindo uma orla mar&amp;iacute;tima excelente, ponto de atracc&amp;atilde;o de todos quanto visitam a capital. Contudo, apesar destes atractivos, Maputo debate-se com problemas ambientais s&amp;eacute;rios caracterizados principalmente pela falta de saneamento do meio e eros&amp;atilde;o. Montanhas de lixo cujos contentores est&amp;atilde;o espalhados por tudo quanto &amp;eacute; lado, passaram a fazer a &amp;ldquo;del&amp;iacute;cia&amp;rdquo; dos citadinos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Crateras ao longo da cidade e principalmente na&amp;nbsp; zona costeira n&amp;atilde;o somente expoem os transeuntes a perigo como retiram todo o brilho que se espera de uma cidade moderna e em&amp;nbsp; franco crescimento como Maputo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os problemas ambientais de Maputo agravam-se a cada dia que passa. Os sucessivos governos municipais fazem um retoque al&amp;iacute; e outro acol&amp;aacute;, mas nunca obras de grande engenharia e duradoiras. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Maputo n&amp;atilde;o tem obras p&amp;uacute;blicas consistentes mas sim &amp;ldquo;remendos&amp;rdquo;. No anterior mandato de Eneas Comiche, uma das obras testemunhadas foi a colocac&amp;atilde;o de sem&amp;aacute;foros em quase toda a cidade, pondo fim ao caos que&amp;nbsp; se apresentava. N&amp;atilde;o passam tres anos ap&amp;oacute;s aquelas obras e hoje a maiora dos sem&amp;aacute;foros j&amp;aacute; apresenta deficiencias. Ser&amp;aacute; que o actual Governo, de David Simango, ir&amp;aacute; intervir para a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sinais luminosos? Se isso n&amp;atilde;o acontecer ningu&amp;eacute;m ficar&amp;aacute; admirado. &amp;Eacute; assim como se gere o munic&amp;iacute;pio de Maputo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outra das obras do anterior edil de Maputo, Eneas Comiche, foi a reposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o das barreiras, em frente ao GAME para travar a eros&amp;atilde;o costeira. N&amp;atilde;o passam cinco anos e a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; a tomar conta da situac&amp;atilde;o!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas v&amp;eacute;speras do Mundial de 2010, evento que ter&amp;aacute; lugar pela primeira vez em &amp;Aacute;frica e que quis o destino nos dar o privil&amp;eacute;gio de o recebermos na vizinha Africa do Sul, Maputo est&amp;aacute; a engalanar-se ao m&amp;aacute;ximo. Pelo menos &amp;eacute; o discurso dos pol&amp;iacute;ticos&amp;nbsp; e empres&amp;aacute;rios ligados ao desporto e hotelaria, discurso complementado pelo surgimento de mais hoteis, de luxo. O que n&amp;atilde;o se houve dizer s&amp;atilde;o os planos para tirar Maputo da imund&amp;iacute;ce, tendo em conta que os turistas n&amp;atilde;o vem para inaugurar os luxuosos hoteis, mas para conhecerem a cidade.&lt;br /&gt;
N&amp;atilde;o se fala sobre a reabilitac&amp;atilde;o da orla mar&amp;iacute;tima e de outras infra-estruturas esseciais; n&amp;atilde;o se fala de medidas de refor&amp;ccedil;o de seguran&amp;ccedil;a, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es primordiais para uma recep&amp;ccedil;&amp;atilde;o condigna. Se tivermos em conta que pouco falta para o grande evento e tendo como princ&amp;iacute;pio o lema de que &amp;ldquo; a vit&amp;oacute;ria prepara-se, a vit&amp;oacute;ria organiza-se&amp;rdquo; &amp;eacute; momento para questionarmos como Maputo est&amp;aacute; preparada para o mundial de 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por: Frederico Dava&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;og_rss_groups&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;links&quot;&gt;&lt;li  class=&quot;first last og_links&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/pt/group/288&quot; class=&quot;og_links&quot;&gt;General&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;</description>
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 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/health">Saúde</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
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 <pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:45:10 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fred</dc:creator>
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 <title>Mudancas Climaticas</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2467</link>
 <description>&lt;p&gt;O DESAFIO DAS MUDAN&amp;Ccedil;AS CLIMATICAS EM MO&amp;Ccedil;AMBIQUE&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por: Frederico Dava&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no clima resultantes da emiss&amp;atilde;o, para a atmosfera, de gases com efeito de estufa constituem uma das principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Homem &amp;agrave; escala global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com efeito, todas as aten&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o viradas para a 15&amp;ordf; Confer&amp;ecirc;ncia das Partes (COP-15) da Conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Quadro das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas sobre Mudan&amp;ccedil;as Clim&amp;aacute;ticas, que reunir&amp;aacute;&amp;nbsp; a c&amp;uacute;pula de governos mundiais em Copenhaga, Dinamarca, de 7 a 19 de Dezembro de 2009, para encontrar um novo acordo sobre as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas depois de fracassado o protocolo do Kyoto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mo&amp;ccedil;ambique, apesar de n&amp;atilde;o dispor ainda de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sistematizada sobre os seus n&amp;iacute;veis de polui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dados dispon&amp;iacute;veis indicam que o crescente desenvolvimento econ&amp;oacute;mico tem resultado no aumento de gases com efeito de estufa como di&amp;oacute;xido de carbono, metano, &amp;oacute;xido nitroso entre outros gases, que resultam do aumento do parque autom&amp;oacute;vel, implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas ind&amp;uacute;strias, fomento de cultura de tabaco entre outras fontes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar dos&amp;nbsp; problemas resultantes das mudan&amp;ccedil;as no clima serem de escala global, os pa&amp;iacute;ses&amp;nbsp; em desenvolvimento s&amp;atilde;o os que mais se ressentem dos seus&amp;nbsp; impactos, devido &amp;agrave; pobreza (alta depend&amp;ecirc;ncia dos recursos naturais e sua limitada&amp;nbsp; capacidade de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e estas mudan&amp;ccedil;as).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;
Na Nig&amp;eacute;ria, por exemplo,&amp;nbsp; estudos sobre o impacto das mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas indicam o aumento da temperatura, desde a d&amp;eacute;cada de 1920, em 0.25&amp;ordm;C para as regi&amp;otilde;es de Calabar e Kano e 0.25&amp;ordm;C a 0.5 &amp;ordm;C para Lagos; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de produtividade agr&amp;iacute;cola, seca dos rios e lagos, com destaque para o maior lago nigeriano, o lago Chad, que faz fronteira com o Chad, que reduziu at&amp;eacute; um quarto do seu tamanho devido, entre outros factores, &amp;agrave; evapora&amp;ccedil;&amp;atilde;o; o estudo aponta ainda altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos sistemas ecol&amp;oacute;gicos devido ao aumento da temperatura, o que incrementa a incid&amp;ecirc;ncia dos vectores de doen&amp;ccedil;as, indicando ainda que a &amp;aacute;rea florestal da Nig&amp;eacute;ria reduziu de cerca de 60 milh&amp;otilde;es de hectares nos anos 1990 para cerca de 9.6 milh&amp;otilde;es na actualidade; a desertifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o cobre actualmente 35% do territ&amp;oacute;rio e&amp;nbsp; avan&amp;ccedil;a numa estimativa de 0.7 km por ano em m&amp;eacute;dia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o caso de Mo&amp;ccedil;ambique, as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas constituem uma amea&amp;ccedil;a, particularmente s&amp;eacute;ria, devido a dois factores: pobreza,&amp;nbsp; localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao longo da costa e a exist&amp;ecirc;ncia de zonas &amp;aacute;ridas e semi-&amp;aacute;ridas no interior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As cheias t&amp;ecirc;m mais impacto nas popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es pobres que vivem a beira dos rios, arrasando as culturas e habita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, palhotas&amp;nbsp; prec&amp;aacute;rias, num ciclo que se repete de ano para ano. As cheias de 2000, por exemplo, tidas como as piores dos &amp;uacute;ltimos 50 anos destru&amp;iacute;ram 140.000 hectares&amp;nbsp;&amp;nbsp; de culturas&amp;nbsp; e infra-estruturas, afectando milh&amp;otilde;es de pessoas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A baixa garantia no abastecimento de &amp;aacute;gua significa&amp;nbsp; vulnerabilidade &amp;agrave;s secas, o que afecta seriamente a agricultura. Perante este facto, verifica-se a estiagem que culmina com a malnutri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e nos casos mais severos com a morte de pessoas e de animais dom&amp;eacute;sticos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um estudo realizado na Z&amp;acirc;mbia mostrou que as cheias e secas podem aumentar o n&amp;iacute;vel de doen&amp;ccedil;as em algumas &amp;aacute;reas em mais de 400 por cento.&amp;nbsp; A desinteria aumenta com a seca enquanto que a pneumonia e mal&amp;aacute;ria aumentam com a precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Mo&amp;ccedil;ambique, apesar de n&amp;atilde;o existirem estudos sobre a correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o directa entre mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas e doen&amp;ccedil;as, o Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de reconhece que as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es do clima est&amp;atilde;o na origem do crescimento do n&amp;uacute;mero de doen&amp;ccedil;as antigas ao mesmo tempo que originam novas enfermidades. De acordo com o Director Nacional Adjunto da Sa&amp;uacute;de, Leonardo Chavane, a&amp;nbsp; mudan&amp;ccedil;a do padr&amp;atilde;o da temperatura em resultado das mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas, est&amp;aacute; a resultar no crescimento do n&amp;uacute;mero de doen&amp;ccedil;as como c&amp;oacute;lera, diarreias e outras doen&amp;ccedil;as transmiss&amp;iacute;veis atrav&amp;eacute;s da &amp;aacute;gua, bem como a malnutri&amp;ccedil;&amp;atilde;o devido &amp;agrave; fome para al&amp;eacute;m do surgimento de doen&amp;ccedil;as novas como alguns tipos de cancros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O&amp;nbsp; surgimento das epidemias coloca os servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de sob press&amp;atilde;o.&amp;nbsp; Os recursos&amp;nbsp; para o desenvolvimento de infra-estruturas da sa&amp;uacute;de e preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de outras doen&amp;ccedil;as, s&amp;atilde;o desviados ou orientados para atender casos de diarreias, c&amp;oacute;lera e outras doen&amp;ccedil;as resultantes das cheias. Isto inclui os pr&amp;oacute;prios recursos humanos que&amp;nbsp; muitas vezes&amp;nbsp; s&amp;atilde;o desviados para atender a emerg&amp;ecirc;ncias ligadas &amp;agrave; doen&amp;ccedil;as como c&amp;oacute;lera, o que perpetua a pobreza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando uma comunidade empobrece forma-se um ciclo vicioso pobreza - meio ambiente, que &amp;eacute; dif&amp;iacute;cil de quebrar. Os esfor&amp;ccedil;os feitos&amp;nbsp; para quebrar este ciclo s&amp;atilde;o travados pelo lento crescimento econ&amp;oacute;mico&amp;nbsp; e desenvolvimento, bem como por uma base fr&amp;aacute;gil de recursos naturais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O actual&amp;nbsp; desafio&amp;nbsp; reside na adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas. Trata-se de&amp;nbsp;&amp;nbsp; medidas que passam por pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas voltadas paraao fen&amp;oacute;meno que , incluem um Plano Nacional de Mudan&amp;ccedil;as Clim&amp;aacute;ticas que contemple o planeamento e estabelecimento de infra-estruturas, para a gest&amp;atilde;o da &amp;aacute;gua em caso das cheias, culturas adaptaveis &amp;agrave; seca, zoneamento e ordenamento do territ&amp;oacute;rio entre v&amp;aacute;rias outras medidas.&lt;br /&gt;
Por&amp;eacute;m, apesar do peso das consequ&amp;ecirc;ncias das mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas recairem principalmente sobre os pa&amp;iacute;ses pobres, devido &amp;agrave; condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pobreza, n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;em de recursos financeiros e tecnologia para investir em estudos e ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;Um relat&amp;oacute;rio do Instituto Internacional para o Ambiente e Desenvolvimento, conhecido pela sigla inglesa de &amp;ldquo;IIED&amp;ldquo; indica que sob a estrutura da Conven&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas sobre as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas, pa&amp;iacute;ses ricos prometeram em 2001 apoiar pa&amp;iacute;ses pobres nos seus esfor&amp;ccedil;os para se adaptar. Desde l&amp;aacute; 39 dos 49 pa&amp;iacute;ses em desenvolvimento avaliaram as suas necessidades de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Muitos identificaram assuntos de sa&amp;uacute;de como os que ir&amp;atilde;o necessitar de se adaptar face&amp;nbsp; &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas. O que n&amp;atilde;o existe s&amp;atilde;o os fundos que foram prometidos para ajudar nesses esfor&amp;ccedil;os. &lt;br /&gt;
Deste modo as mudan&amp;ccedil;as clim&amp;aacute;ticas continuar&amp;atilde;o o grande desafio de pa&amp;iacute;ses pobres, como o nosso,&amp;nbsp; mostrando-se necess&amp;aacute;ria uma ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o coordenada destas na&amp;ccedil;&amp;otilde;es para impulsionar&amp;nbsp; os pa&amp;iacute;ses&amp;nbsp; desenvolvidos a honrarem os seus compromissos no apoio para a adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem&amp;nbsp; as quais dificilmente ser&amp;atilde;o atingidas as metas&amp;nbsp; preconizadas nos planos de desenvolvimento. &lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2467#comments</comments>
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 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
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 <pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:32:34 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fred</dc:creator>
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<item>
 <title>REDE CAME capacita comunidades em permacultura </title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2464</link>
 <description>&lt;p&gt;REDE CAME capacita comunidades em permacultura&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por: REDE CAME&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Rede CAME &amp;ndash; Rede contra Abuso de Menores em parceria com a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Livre de Mahubo promoveram, recentemente, na provincia de Maputo uma forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o em permacultura (cultura permanente) que beneficiou 46 pessoas, entre t&amp;eacute;cnicos, camponeses, gestores e oficiais de projectos provenientes das diferentes prov&amp;iacute;ncias de Mo&amp;ccedil;ambique.&lt;br /&gt;
O curso foi realizado em parceria com&amp;nbsp; a PAL-Permacultura Am&amp;eacute;rica Latina e contou com o&amp;nbsp; apoio da&amp;nbsp; THRESHOLD FOUNDATION E ZAKAT FOUNDATION, quetornaram possivel&amp;nbsp;&amp;nbsp; a vinda a Mo&amp;ccedil;ambique de 4 especialistas doBrasil.O&amp;nbsp; curso visava dotar os participantes&amp;nbsp; de conhecimentos&amp;nbsp; para a pr&amp;aacute;tica de&amp;nbsp; culturas permanentes por forma a assegurar a dieta alimentar equilibrada usando sementes ind&amp;iacute;genas existentes na comunidade. A pemacultura permite a maximiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos, garantindo maior produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o em espa&amp;ccedil;os menores, podendo as comunidades usar a pratica nos seus quintais e ou escolas.&lt;br /&gt;
O&amp;nbsp; curso habilitou ainda&amp;nbsp; os participantes de t&amp;eacute;cnicas de conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;aacute;gua, sendo um bem cada vez mais escasso para o consumo, saneamento e irriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; em muitas regioes de Mo&amp;ccedil;ambique.&lt;br /&gt;
Para a conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;aacute;gua, os participantes foram capacitados sobre tecnicas de construcao de tanques-cistenas com capacidade de armazenar&amp;nbsp; at&amp;eacute; 21.000 litros de &amp;aacute;gua das chuvas que permitir&amp;atilde;o&amp;nbsp; assegurarar o acesso ao precioso l&amp;iacute;quido em tempos de seca. &lt;br /&gt;
Outra componente em t&amp;eacute;cnicas&amp;nbsp; de constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de latrinas compost&amp;aacute;veis por&amp;nbsp; forma a reduzir a contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do solo e a propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de doen&amp;ccedil;as end&amp;eacute;micas tais como c&amp;oacute;lera e diarreias derivadas da falta de saneamento do meio.&lt;br /&gt;
Esta forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o surge numa altura em que o Fundo das Na&amp;ccedil;&amp;otilde;es Unidas para a Inf&amp;acirc;ncia (UNICEF) acaba de lan&amp;ccedil;ar um estudo que revela que diariamente morrem, em todo o mundo, 4500 crian&amp;ccedil;as antes de completarem os 5 anos de idade devido a problemas relacionados a falta de qualidade da &amp;aacute;gua, saneamento e higiene.&lt;br /&gt;
A permacultura, permite que as comunidades, sobretudo&amp;nbsp; rurais,&amp;nbsp; tenham m&amp;uacute;ltiplos benef&amp;iacute;cios como o aproveitamento dos recursos mantendo saud&amp;aacute;veis os ecossistemas, o que garante a fertilidade dos solos, bem como uma maior produtividade em espa&amp;ccedil;os menores, como&amp;nbsp; jardins agr&amp;iacute;colas.&lt;br /&gt;
A Permacultura&amp;nbsp; &amp;eacute; tida como das pr&amp;aacute;ticas agr&amp;iacute;colas tradicionais inovadoras, unindo o conhecimento secular &amp;agrave;s descobertas da ci&amp;ecirc;ncia moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma vi&amp;aacute;vel e segura para o agricultor familiar.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2464#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/people">Sociedade</category>
 <pubDate>Wed, 21 Oct 2009 22:53:19 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fred</dc:creator>
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<item>
 <title>“Buying” virginity to protect young women against HIV-AIDS</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2146</link>
 <description>&lt;p&gt;The number of HIV and AIDS infections in Mozambique is increasing, which is parallel to the number of associations against HIV-AIDS, many of them spend time in seminaries designing strategies and action plans, not having any direct intervention in affected or infected people&amp;rsquo;s lives.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meanwhile, in the suburb of Maputo city, from an association without funds, an office nor any vehicles, comes a good example of fighting against the HIV-AIDS virus. It is called the Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Hixikanwe (that means &amp;ldquo;we are together&amp;rdquo;), whose founder is one modest lady who name is Judite Mutote.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Three years ago, in less than six months, Judite Mutote lost her son, her grandson, her sister, her son-in-law and other relatives due to the HIV-AIDS. And as a result of these experiences she became an HIV-AIDS activist. After winning the people in her community over, by gaining their confidence, she was then able to start testing and advising them in the Chamanculo Hospital in Maputo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;The number of people requesting support grew rapidly and she was obligated to request support from Doctors Without Borders, who accepted and suggested using her house as testing center.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Once a month, about 50 people are tested, and a significant number of them are infected. Mrs Judite&amp;rsquo;s house has also become a place of comfort, receiving people in need of&amp;nbsp;&amp;nbsp; psychological support and feeding.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;After suggestions that she formalize her association to benefit from funds, which she did by submitting financial proposals, she did not receive any money yet.&amp;nbsp; She then enquired about Governmental neighborhood authority offices, and was not responded to positively.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;She resorted to selling everything of value that she had, to support the association, including the car. &lt;br /&gt;
&amp;ldquo;I lost the car and today I use to walk, I had a small store that I used to support my family which I lost. Since I created this association all my dreams were interrupted, even my freedom. I lost them because I do not sleep before the midnight and I have to wake up at 5 o&amp;rsquo;clock. I do not know what a party is anymore, what is weekend, neither shopping in the city, because I have patients who must be visited. I have vulnerable children, I have orphaned children, I have 12 infected people whom, when taking anti-retrovirus, have collateral effects so I have to monitor them. If you stay in my home here tonight you will see that many people will come to sleep here. They are feeling well when they sleep here. My reward is when&amp;nbsp; after this hard work a person&amp;nbsp; appears different (recovered); it is a reward for me. At this moment I take care of about 500 people,&amp;rdquo; she says crying.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mrs Judite says that the infection levels are frightfully growing and mentions a case where all 11 family members are infected. Although she recognizes that the majority of infections are sexually transmitted, she adds that the spread of the HIV-AIDS within families is caused by sharing objects, razors, tooth brushes, hair-cutting machines, or when they treat the wounds without protection, such as gloves, for example.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;One of groups that perpetuate the HIV-AIDS propagation in her opinion is the men. As she says, those even knowing their statuses (HIV positive), infect their partners and when the partners die, they re-marry without informing their current partners about their health status.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Poverty and ambition as the reason for HIV-AIDS propagation with relation to young women.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Women are another group whose infections are increasing daily, at a very rapid pace. Mrs Judite says that this is caused by poverty and ambition: money and fashionable clothing. Many girls have sexual relations with elder, married men which usually results in infection for young women. &amp;ldquo;Therefore one of my great challenges is to &amp;ldquo;buy&amp;rdquo; the virginity. Such consists of identifying the girls, to sensitize and asking to start sexual life later, in exchange for this I offer them fashionable clothes (second hand) that I ask for from the&amp;nbsp; street vendors&amp;rdquo;. Finalized.&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;og_rss_groups&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;links&quot;&gt;&lt;li  class=&quot;first last og_links&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/pt/group/294&quot; class=&quot;og_links&quot;&gt;Community News&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2146#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/health">Saúde</category>
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 <pubDate>Tue, 08 Sep 2009 09:54:12 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fred</dc:creator>
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 <title>Comprar a  virgindade para proteger as meninas do  HIV-SIDA</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/2120</link>
 <description>&lt;p&gt;Os &amp;iacute;ndices de HIV-SIDA Mo&amp;ccedil;ambique sobem assustadoramente. Paralelamente, cresce o numero de associa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de luta contra a doen&amp;ccedil;a, muitas das quais passam o tempo em semin&amp;aacute;rios, a esbo&amp;ccedil;ar estrat&amp;eacute;gias e planos de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem contudo, uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o directa sobre as pessoas infectadas ou afectadas.&lt;br /&gt;
Enquanto isso, nos arredores da cidade de Maputo, de uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem fundos, instala&amp;ccedil;&amp;otilde;es e nem viaturas, vem um exemplo de luta contra o HIV-SIDA. &amp;Eacute; a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Hixikanwe&amp;nbsp; (o que significa &amp;ldquo;estamos juntos&amp;rdquo;), cuja fundadora &amp;eacute; uma modesta mulher de nome&amp;nbsp; Judite Mutote .&lt;br /&gt;
H&amp;aacute; dois anos atr&amp;aacute;s, em menos de um ano,&amp;nbsp; Judite Mutote&amp;nbsp; perdeu a filha, o neto, a irm&amp;atilde;, o genro e outros parentes devido ao HIV-SIDA. A partir da&amp;iacute;&amp;nbsp; ganhou a consci&amp;ecirc;ncia e come&amp;ccedil;ou uma actividade de sensibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a doen&amp;ccedil;a. Rapidamente ganhou confian&amp;ccedil;a nas pessoas e come&amp;ccedil;ou a mobiliza-las para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do teste&amp;nbsp; e aconselhamento no Hospital Geral de Chamanculo em Maputo.&lt;br /&gt;
O resultado foi a detec&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um elevado numero de seropositivos. Rapidamente, o numero de pessoas por atender, entre candidatos a teste e seropositivos necessitando de apoio em varias vertentes cresceu, tendo atingido algumas centenas. Como j&amp;aacute; n&amp;atilde;o conseguisse&amp;nbsp; atender esse&amp;nbsp; elevado n&amp;uacute;mero, solicitou o apoio dos M&amp;eacute;dicos Sem Fronteiras que ap&amp;oacute;s a colherem o pedido, passaram a usar a sua pr&amp;oacute;pria casa como centro de testagem. &amp;ldquo;Durante uma vez por m&amp;ecirc;s, cerca de 50 pessoas s&amp;atilde;o testadas, havendo um n&amp;uacute;mero significativo de seropositivos&amp;rdquo;, diz. A casa da dona Judite passou a ser tamb&amp;eacute;m um local de&amp;nbsp; aconchego&amp;nbsp; acolhendo pessoas que necessitam de apoio psicol&amp;oacute;gico e at&amp;eacute; de alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
De modo a fazer face aos encargos cada vez mais crescentes, foi lhe sugerida a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que fez. Contudo, apesar de ter submetido propostas&amp;nbsp; de financiamento, nunca recebeu&amp;nbsp; financiamento. Pediu apoio aos respons&amp;aacute;veis do bairro para lhe cederem um espa&amp;ccedil;o, mas ainda n&amp;atilde;o teve resposta favor&amp;aacute;vel.&lt;br /&gt;
Vendeu tudo de valor que tinha para sustentar a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, influindo o &amp;uacute;nico carro. &amp;ldquo;Perdi o carro e hoje ando a p&amp;eacute;, tinha uma lojinha que orientava a minha fam&amp;iacute;lia e perdi. Desde que criei esta associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o todos os sonhos se cortaram, at&amp;eacute; perdi a liberdade porque n&amp;atilde;o durmo antes da meia noite e at&amp;eacute; as 5 horas j&amp;aacute; estou acordada. Eu j&amp;aacute; n&amp;atilde;o sei o que &amp;eacute; festa, n&amp;atilde;o sei o que &amp;eacute; ir a um jantar e nem consigo ir a cidade, porque tenho os acamados, tenho crian&amp;ccedil;as vulner&amp;aacute;veis, tenho crian&amp;ccedil;as &amp;oacute;rf&amp;atilde;s, tenho 12 seropositivos que quando tomam anti-retrovirais, tem efeitos colaterais e tenho que assisti-las.&amp;nbsp; Se vieres aqui a minha casa a noite veras&amp;nbsp; que h&amp;aacute; pessoas que dormem aqui. Sentem-se bem quando dormem aqui. A minha gratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; quando as pessoas aparecem diferentes (recuperadas) &amp;eacute; muito gratificante para mim&amp;rdquo; diz entre lamenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, desabafo e orgulho.&lt;br /&gt;
Dona Judite diz que os n&amp;iacute;veis de infec&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;atilde;o a crescer&amp;nbsp; assustadoramente havendo casos de fam&amp;iacute;lias que tem 11 membros todos infectados. Apesar de reconhecer que grande parte das infec&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o via sexual,&amp;nbsp; diz que o alastramento do HIV-SIDA dentro das fam&amp;iacute;lias deve-se &amp;agrave; partilha de mesmos objectos como escovas de dentes, laminas, maquinas de cortar cabelo, ou a lavagem de feridas, muitas vezes confundidas com sarna, sem&amp;nbsp; protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como luvas por exemplo.&lt;br /&gt;
Um dos grupos que acentuam a propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do HIV-SIDA na sua opini&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os homens. Segundo diz, estes mesmo sabendo do seu estado, infectam as suas mulheres e depois destas morrerem ainda se casam sem falar do seu estado de sa&amp;uacute;de &amp;agrave; nova parceira.&lt;br /&gt;
Pobreza e ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o aumentam a propaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do HIV/SIDA&amp;nbsp; nas meninas&lt;br /&gt;
As raparigas, muitas delas de tenra idade, s&amp;atilde;o um dos grupos cujas infec&amp;ccedil;&amp;otilde;es disparam assustadoramente. Dona Judite diz que tal deve-se &amp;agrave; pobreza e &amp;agrave; ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o: necessidade de dinheiro e roupas da moda. Com efeito, elas entregam-se aos homens, muitos dos quais j&amp;aacute; velhos e casados. &amp;ldquo;Por isso um dos meus grandes desafios &amp;eacute; comprar a virgindade. Tal consiste em identificar as meninas, aconselh&amp;aacute;-las sobre o perigo da SIDA e na medida do poss&amp;iacute;vel oferecer lhes roupa da moda, roupa usada que me &amp;eacute; oferecida pelas pessoas de boa vontade&amp;rdquo;.&lt;br /&gt;
As&amp;nbsp; autoridades mo&amp;ccedil;ambicanas reconheceram o fracasso das campanhas contra HIV-SIDA. Dona Judite &amp;eacute; de opini&amp;atilde;o que uma das raz&amp;otilde;es &amp;eacute; o facto das campanhas&amp;nbsp; n&amp;atilde;o serem feitas por pessoas id&amp;oacute;neas e respeitadas, como &amp;eacute; o caso de crian&amp;ccedil;as que&amp;nbsp; transmitem mensagens sobre HIV- SIDA para adultos.&lt;br /&gt;
A associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Hixikanwe tem cerca de 2000 membros entre seropositivos e simpatizantes e trabalha em 22 bairros suburbanos da cidade de Maputo.&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;og_rss_groups&quot;&gt;&lt;ul class=&quot;links&quot;&gt;&lt;li  class=&quot;first last og_links&quot;&gt;&lt;a href=&quot;/pt/group/294&quot; class=&quot;og_links&quot;&gt;Community News&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;</description>
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 <pubDate>Mon, 07 Sep 2009 11:42:46 +0200</pubDate>
 <dc:creator>fred</dc:creator>
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 <title>Kuwuka JDA lança de capacitação de comunidades locais</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1882</link>
 <description>&lt;p&gt;A kuwuka JDA, atrav&amp;eacute;s de um financiamento do Global Environment Facility - GEF,&amp;nbsp; Small Grants Programme-SGP, gerido pela&amp;nbsp; PNUD, vai implementar o projecto Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Comunidades Locais para a Gest&amp;atilde;o dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Comunit&amp;aacute;rio em Catuane, Distrito de Matutuine, Prov&amp;iacute;ncia de Maputo, cuja dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de um ano. O objectivo prim&amp;aacute;rio do projecto &amp;eacute; de promover a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consciencializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental das comunidades locais, atrav&amp;eacute;s da sua capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fortalecimento para activa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel dos recursos naturais e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da biodiversidade na &amp;Aacute;rea de Conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o Transfronteiri&amp;ccedil;a dos Libombos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projecto foi lan&amp;ccedil;ado este ano num encontro envolvendo&amp;nbsp; governo local, comunidades locais, organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sociedade civil, sector privado e v&amp;aacute;rios intervenientes sociais, como forma de n&amp;atilde;o s&amp;oacute; dar a conhecer o projecto mas acima de tudo buscar subs&amp;iacute;dios, cr&amp;iacute;ticas e sugest&amp;otilde;es para o sucesso do programa. Doutor Camilo Nhancale, Presidente do Conselho de Direcc&amp;ccedil;&amp;atilde;o da KUWUKA JDA, disse durante a cerim&amp;oacute;nia que o projecto visa n&amp;atilde;o somente capacitar as comunidades locais e promover a sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o dos recursos naturais, mas promover o desenvolvimento comunit&amp;aacute;rio e conservar a biodiversidade. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nhancale disse esperar uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o assinal&amp;aacute;vel dos principais parceiros do projecto, nomeadamente, as comunidades locais, governo, ONG&amp;acute;s e sector privado. A fonte disse prever riscos mas espera que no fim do projecto, as comunidades locais estejam educadas e sensibilizadas sobre a import&amp;acirc;ncia do uso racional, valor ecol&amp;oacute;gico e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da biodiversidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos maiores problemas levantados pelas comunidades, tem haver com a crescente onda de roubos protagonizados por alguns nativos de Catuane que apoderam-se de excedente agr&amp;iacute;cola e alguns animais dom&amp;eacute;sticos, que posteriorimente alimentam o mercado comunit&amp;aacute;rio local e da vizinha &amp;Aacute;frica do Sul. As comunidades falam ainda de falta de sementes, transporte para o escoamento do excendente agr&amp;iacute;cola, a estiagem e seca, pois, tal como na maior parte dos distritos e localidades da prov&amp;iacute;ncia de Maputo, em Catuane n&amp;atilde;o chove a bastente tempo e o riacho que servia de socorroa&amp;nbsp; muito secou. Outro problema levantado, tem haver com a falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho o que afecta sobre maneira a actividade agr&amp;iacute;cola, a principal base de renda das comunidades, o mais agravante &amp;eacute; a&amp;nbsp; aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a n&amp;atilde;o observ&amp;acirc;ncia da lei, o que faz com que haja desmatamento em porpor&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito elevadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamado a comentar sobre o projecto, o chefe do Posto Administrativo de Catuane, Aldino Honwana, elogiou a iniciativa mas chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o facto de em Catuane um dos motivos que inviabiliza e dificulta a progress&amp;atilde;o de in&amp;uacute;meros projectos, &amp;eacute; que cada um se preocupa em ser dono de &amp;aacute;reas extensas para posteriormente e muitas vezes praticar actividades ilegais e prejudiciais ao meio ambiente, tal &amp;eacute; o caso dos carvoeiros. Honwana acrescentou que os l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios em algum momento tem uma tremenda frustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o devido as ilegalidades praticadas na zona cujo os efeitos nefastos recaem sobre estes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por seu turno Luis Dinis da LUPA, saudou o projecto e disse que o tempo de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projecto era consider&amp;aacute;vel para a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mesmo, e sugeriu que a iniciativa procure encontrar os pontos de quebra e de liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus objectivos com outros anteriores projectos outrora implementados, tirando proveito deles e evitando a n&amp;atilde;o materializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste, uma opini&amp;atilde;o ali&amp;aacute;s saudada pelos promotores da iniciativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa salientar que, este projecto n&amp;atilde;o &amp;eacute; o primeiro a ser implementado em Catuane, j&amp;aacute; houve tantos outros, mas virados para &amp;aacute;reas e actividades como, produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mel, cultivo de feij&amp;atilde;o e cana-de-a&amp;ccedil;ucar, cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gado bovino, ca&amp;ccedil;a, abate e plantio de &amp;aacute;rvores, etc, que merc&amp;ecirc; da exist&amp;ecirc;ncia de roubos, aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o observ&amp;acirc;ncia da lei, aus&amp;ecirc;ncia de transporte, seca e escassez de chuvas, muitos destes projectos ficaram por terra e poucos s&amp;atilde;o os que surtiram efeito e lograram feitos positivos. Sendo este o cen&amp;aacute;rio no qual este projecto tambem ir&amp;aacute; caminhar, urge levar-se a cabo um trabalho s&amp;eacute;rio, engajado no casamento entre um sucesso te&amp;oacute;rico-pr&amp;aacute;tico e um misto de sinergias entre a Kuwuka JDA e as localidades e povoados que embora estejam sempre prontos, tem perdido esperan&amp;ccedil;as e desanimado ante resultados que parecem estar sempre num fundo do t&amp;uacute;nel sem luz, raz&amp;atilde;o pela qual, a Kuwuka JDA instalar-se-&amp;aacute; nas imedia&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sede do Posto Administrativo de Catuane, num espa&amp;ccedil;o cedido pelos Servi&amp;ccedil;os Distritais de Actividades Econ&amp;oacute;micas de Matutuine.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ficou claro que este projecto dever&amp;aacute; dar tambem um olhar sobre a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental nas escolas e procurar meios, formas, oportunidades e campos de ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o em parceria com as direc&amp;ccedil;&amp;otilde;es das escolas de Matutuine-Catuane.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espera-se que no final do projecto as comunidades locais tenham informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consci&amp;ecirc;ncia m&amp;iacute;nima da gest&amp;atilde;o regrada dos recursos naturais, pois estar&amp;atilde;o desta forma a contribuir para o pr&amp;oacute;pio desenvolvimento comunit&amp;aacute;rio bem como a preservar e proteger o meio ambiente, que faz parte da &amp;aacute;ra focal de biodiversidade, situado no centro de endemismo de Maputuland com ecossistemas de signific&amp;acirc;ncia global, devido &amp;agrave; especies florestais &amp;uacute;nicas a n&amp;iacute;vel mundial e com valor ecol&amp;oacute;gico e monet&amp;aacute;rio.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1882#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/cja-program-news">CJA Program News</category>
 <pubDate>Fri, 07 Aug 2009 18:29:50 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Herculanov</dc:creator>
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</item>
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 <title>Kuwuka JDA cria um nucleo ambiental no distrito de moamba</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1875</link>
 <description>&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito das suas actividades de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental, a Kuwuka JDA acaba de criar um n&amp;uacute;cleo ambiental na Escola Secund&amp;aacute;ria da Moamba. Denominado Moamba Estudantes Desenvolvimento e Ambiente - Moamba EDA, o n&amp;uacute;cleo visa promover ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e defesa do meio ambiente, desenvolvimento sustent&amp;aacute;vel, sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica e integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o social da juventude da Moamba.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O objectivo da Kuwuka JDA &amp;eacute; chamar &amp;agrave; consci&amp;ecirc;ncia a juventude para a quest&amp;atilde;o da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do meio ambiente e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sa&amp;uacute;de p&amp;uacute;blica. O grupo &amp;eacute; composto por mais de duas dezenas de jovens da d&amp;eacute;cima primeira e d&amp;eacute;cima segunda classes, que de 30 de Setenmbro a 1 de Outubro estiveram a receber capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o em mat&amp;eacute;rias de elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pequenos projectos e no&amp;ccedil;&amp;otilde;es b&amp;aacute;sicas sobre ecologia, orientada por t&amp;eacute;cnicos da KUWUKA JDA. O evento, bastante concorrido, teve kugar na Escola Secund&amp;aacute;ria da Moamba. No final do encontro os alunos comprometeram-se a dar o melhor de s&amp;iacute; para que as actividades do grupo fossem concretizadas em pleno, tendo definido como lema do Moamba EDA, Por uma Moamba desenvolvida e Saud&amp;aacute;vel.&lt;br /&gt;
Este n&amp;uacute;cleo poder&amp;aacute; desenvolver actividades como, plantio de &amp;aacute;rvores, jornadas de limpeza, debates e palestras, cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um jornal estudantil,&amp;nbsp; elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projecto de programa Radiof&amp;oacute;nico Juvenila ser emitido na r&amp;aacute;dio comunit&amp;aacute;ria local e ainda a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;cleos ambientais nos bairros.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1875#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/cja-program-news">CJA Program News</category>
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 <pubDate>Fri, 07 Aug 2009 15:23:17 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Herculanov</dc:creator>
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</item>
<item>
 <title>Kuwuka JDA lança projecto de capacitação ds comunidades locais </title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1873</link>
 <description>&lt;p&gt;A kuwuka JDA, atrav&amp;eacute;s de um financiamento do Global Environment Facility - GEF,&amp;nbsp; Small Grants Programme-SGP, gerido pela&amp;nbsp; PNUD, vai implementar o projecto Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das Comunidades Locais para a Gest&amp;atilde;o dos Recursos Naturais e Desenvolvimento Comunit&amp;aacute;rio em Catuane, Distrito de Matutuine, Prov&amp;iacute;ncia de Maputo, cuja dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; de um ano. O objectivo prim&amp;aacute;rio do projecto &amp;eacute; de promover a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e consciencializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ambiental das comunidades locais, atrav&amp;eacute;s da sua capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e fortalecimento para activa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o sustent&amp;aacute;vel dos recursos naturais e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da biodiversidade na &amp;Aacute;rea de Conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o Transfronteiri&amp;ccedil;a dos Libombos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O projecto foi lan&amp;ccedil;ado este ano num encontro envolvendo&amp;nbsp; governo local, comunidades locais, organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sociedade civil, sector privado e v&amp;aacute;rios intervenientes sociais, como forma de n&amp;atilde;o s&amp;oacute; dar a conhecer o projecto mas acima de tudo buscar subs&amp;iacute;dios, cr&amp;iacute;ticas e sugest&amp;otilde;es para o sucesso do programa. Doutor Camilo Nhancale, Presidente do Conselho de Direcc&amp;ccedil;&amp;atilde;o da KUWUKA JDA, disse durante a cerim&amp;oacute;nia que o projecto visa n&amp;atilde;o somente capacitar as comunidades locais e promover a sua participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na gest&amp;atilde;o dos recursos naturais, mas promover o desenvolvimento comunit&amp;aacute;rio e conservar a biodiversidade. Nhancale disse esperar uma contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o assinal&amp;aacute;vel dos principais parceiros do projecto, nomeadamente, as comunidades locais, governo, ONG&amp;acute;s e sector privado. A fonte disse prever riscos mas espera que no fim do projecto, as comunidades locais estejam educadas e sensibilizadas sobre a import&amp;acirc;ncia do uso racional, valor ecol&amp;oacute;gico e conserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o da biodiversidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um dos maiores problemas levantados pelas comunidades, tem haver com a crescente onda de roubos protagonizados por alguns nativos de Catuane que apoderam-se de excedente agr&amp;iacute;cola e alguns animais dom&amp;eacute;sticos, que posteriorimente alimentam o mercado comunit&amp;aacute;rio local e da vizinha &amp;Aacute;frica do Sul. As comunidades falam ainda de falta de sementes, transporte para o escoamento do excendente agr&amp;iacute;cola, a estiagem e seca, pois, tal como na maior parte dos distritos e localidades da prov&amp;iacute;ncia de Maputo, em Catuane n&amp;atilde;o chove a bastente tempo e o riacho que servia de socorroa&amp;nbsp; muito secou. Outro problema levantado, tem haver com a falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho o que afecta sobre maneira a actividade agr&amp;iacute;cola, a principal base de renda das comunidades, o mais agravante &amp;eacute; a&amp;nbsp; aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a n&amp;atilde;o observ&amp;acirc;ncia da lei, o que faz com que haja desmatamento em porpor&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito elevadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamado a comentar sobre o projecto, o chefe do Posto Administrativo de Catuane, Aldino Honwana, elogiou a iniciativa mas chamou aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o facto de em Catuane um dos motivos que inviabiliza e dificulta a progress&amp;atilde;o de in&amp;uacute;meros projectos, &amp;eacute; que cada um se preocupa em ser dono de &amp;aacute;reas extensas para posteriormente e muitas vezes praticar actividades ilegais e prejudiciais ao meio ambiente, tal &amp;eacute; o caso dos carvoeiros. Honwana acrescentou que os l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios em algum momento tem uma tremenda frustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o devido as ilegalidades praticadas na zona cujo os efeitos nefastos recaem sobre estes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por seu turno Luis Dinis da LUPA, saudou o projecto e disse que o tempo de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do projecto era consider&amp;aacute;vel para a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mesmo, e sugeriu que a iniciativa procure encontrar os pontos de quebra e de liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus objectivos com outros anteriores projectos outrora implementados, tirando proveito deles e evitando a n&amp;atilde;o materializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste, uma opini&amp;atilde;o ali&amp;aacute;s saudada pelos promotores da iniciativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa salientar que, este projecto n&amp;atilde;o &amp;eacute; o primeiro a ser implementado em Catuane, j&amp;aacute; houve tantos outros, mas virados para &amp;aacute;reas e actividades como, produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mel, cultivo de feij&amp;atilde;o e cana-de-a&amp;ccedil;ucar, cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de gado bovino, ca&amp;ccedil;a, abate e plantio de &amp;aacute;rvores, etc, que merc&amp;ecirc; da exist&amp;ecirc;ncia de roubos, aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o observ&amp;acirc;ncia da lei, aus&amp;ecirc;ncia de transporte, seca e escassez de chuvas, muitos destes projectos ficaram por terra e poucos s&amp;atilde;o os que surtiram efeito e lograram feitos positivos. Sendo este o cen&amp;aacute;rio no qual este projecto tambem ir&amp;aacute; caminhar, urge levar-se a cabo um trabalho s&amp;eacute;rio, engajado no casamento entre um sucesso te&amp;oacute;rico-pr&amp;aacute;tico e um misto de sinergias entre a Kuwuka JDA e as localidades e povoados que embora estejam sempre prontos, tem perdido esperan&amp;ccedil;as e desanimado ante resultados que parecem estar sempre num fundo do t&amp;uacute;nel sem luz, raz&amp;atilde;o pela qual, a Kuwuka JDA instalar-se-&amp;aacute; nas imedia&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sede do Posto Administrativo de Catuane, num espa&amp;ccedil;o cedido pelos Servi&amp;ccedil;os Distritais de Actividades Econ&amp;oacute;micas de Matutuine.&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1873#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/cja-program-news">CJA Program News</category>
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 <pubDate>Fri, 07 Aug 2009 14:56:41 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Herculanov</dc:creator>
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 <title>Homens que fazem sexo com homens, fora dos programas de HIV-SIDA</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/blog/%5Buser%5D/22-jul-2009/1779</link>
 <description>&lt;p&gt;Um estudo da Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Mo&amp;ccedil;ambicana para a Defesa das Minorias Sexuais - LAMBDA sobre vulnerabilidade e risco ao HIV/SIDA entre homens que fazem sexo com homens conhecidos pela sigla HSH, recentemente realizado em Maputo, constatou que os homossexuais, apesar de terem conhecimento sobre HIV-SIDA,&amp;nbsp; muitos n&amp;atilde;o sabem qual o risco de sexo homem/homem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Eles reconhecem que a melhor&amp;nbsp; forma de prevenc&amp;atilde;o &amp;eacute; o preservativo. Contudo, o estudo apurou&amp;nbsp; desist&amp;ecirc;ncias no seu uso, uso impr&amp;oacute;rio para al&amp;eacute;m de outros comportamentos de risco. A desist&amp;ecirc;ncia no uso do preservativo verifica-se nos relacionamentos tidos como duradoiros (nos casados), enquanto o mau uso relaciona-se com a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lubrificantes impr&amp;oacute;prios desde mayonese,amarula,manteiga, champoo, entre outros produtos, o que contribui para o rompimento do preservativo&amp;rdquo;, disse Danilo da Silva, coordenador da Lambda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outras pr&amp;aacute;ticas inadequadas relacionam-se a cren&amp;ccedil;a de que para se evitar o HIV-SIDA &amp;eacute; preciso usar dois preservativos, o que acaba criando uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rompimento e no facto de nos relacionamentos ocasionais, o uso do preservativo depender da decis&amp;atilde;o de quem paga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estudo, preliminar,&amp;nbsp; cujo objectivo &amp;eacute; a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos homossexuais face ao HIV/SIDA, apuramento do grau de conhecimento sobre o HIV/SIDA, as formas de intervenc&amp;atilde;o entre&amp;nbsp; outros detalhes, apurou que os homossexuais sentem-se discriminados em casa, na escola, nos servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de e outros locais p&amp;uacute;blicos, lamentando a aus&amp;ecirc;ncia de mecanismos de den&amp;uacute;ncia contra a discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o sexual.&lt;br /&gt;
&amp;ldquo;Apesar de alguns afirmarem terem j&amp;aacute; feito teste de HIV-SIDA, h&amp;aacute; os que afirmam n&amp;atilde;o confiar nos servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de por causa da confidencialidade&amp;rdquo;, disse da Silva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estudo recomenda uma s&amp;eacute;rie de medidas como o desenvolvimento de projectos espec&amp;iacute;ficos dos HSH, a expans&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os como o acesso ao gel lubrificante, a combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pr&amp;aacute;ticas de mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o conjugadas com os esfor&amp;ccedil;os de n&amp;atilde;o discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o acesso a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
Apesar de ao longo da hist&amp;oacute;ria as rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es homossexuais e principalmente HSH terem se destacado na transmiss&amp;atilde;o do HIV-SIDA, Mo&amp;ccedil;ambique nunca reportou em nenhum relat&amp;oacute;rio a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos homossexuais, &amp;quot;havendo um conceito de que estes n&amp;atilde;o existem em Mo&amp;ccedil;ambique&amp;quot; de acordo com o coordenador da Lambda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dados indicam que na maioria dos pa&amp;iacute;ses da &amp;Aacute;frica subsahariana, excepto, a &amp;Aacute;frica do Sul, as maiores taxas de preval&amp;ecirc;ncia do HIV/SIDA incidem sobre os HSH. Na &amp;Aacute;frica do sul, a proeza pela baixa dos &amp;iacute;ndices de infec&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos homossexuais em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos heterossexuais deve-se ao facto de terem sido os pr&amp;oacute;prios homossexuais a tomarem a dianteira na mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da doen&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estudos indicam que a heterossexualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do HIV-SIDA e o desenvolvimento de campanhas de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o voltadas &amp;aacute; popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o em geral,teve efeitos indesejados em pa&amp;iacute;ses da Am&amp;eacute;rica central, como M&amp;eacute;xico e Col&amp;oacute;mbia ao tornar invis&amp;iacute;vel a populac&amp;atilde;o HSH. Este &amp;eacute; o motivo, segundo alguns analistas, porque os esfor&amp;ccedil;os de preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o suficientes at&amp;eacute; que sejam encontradas respostas espec&amp;iacute;ficas para problemas espec&amp;iacute;ficos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Homens que fazem sexo com homens-HSH &amp;eacute; o termo que utiliza-se na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do risco de doen&amp;ccedil;a, em vez de &amp;quot;gay&amp;quot;, &amp;quot;homossexual&amp;quot; ou &amp;quot;bissexual&amp;quot; porque faz refer&amp;ecirc;ncia a um comportamento de risco e n&amp;atilde;o uma identidade que pode, ou n&amp;atilde;o, acarretar este comportamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/blog/%5Buser%5D/22-jul-2009/1779#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/health">Saúde</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
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 <pubDate>Wed, 22 Jul 2009 16:24:18 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Frederico Dava</dc:creator>
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 <title>AISSA MATAVEL:  Viver para lavrar a terra e espantar animais bravios </title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/blog/%5Buser%5D/27-jun-2009/1691</link>
 <description>&lt;p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Sou camponesa, semeio milho, amendoim, feijao e outras culturas. Sao culturas que nem chegam a reproduzir porque sao dizimadas pelos animais bravios.&amp;nbsp; Agora&amp;nbsp; que sao quase 18 horas, devo sair para&amp;nbsp; machamba espantar hipopotamos . Todos os dias durmo na machamba.&lt;br /&gt;
Semear culturas e nao&amp;nbsp; proege-las &amp;eacute; o mesmo que nada&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nao sabe dizer quantos anos tem; sabe apenas dizer que nasceu em 1941.&amp;nbsp; Vive na comunidade de Macavene, interior do Parque Nacional do Limpopo, na provincia de Gaza, sul de Mo&amp;ccedil;ambique. O Parque Nacional do Limpopo&amp;nbsp; foi proclamado em 2002 e no mesmo ano passou a integrar o chamado Parque Transfronteirico do Grande Limpopo que engloba os parques nacionais de Kruger na &amp;Aacute;frica do Sul e Gonarezhou,no Zimbabwe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aissa vive no povoado de Macavene, uma das tr&amp;ecirc;s comunidades afixadas no interior do Parque Nacional do Limpopo que com a proclamacao do parque deverao ser retiradas para o exterior deste.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A transfer&amp;ecirc;ncia daquelas comunidades vem sendo discutida h&amp;aacute; sensivelmente cinco anos, n&amp;atilde;o tendo se efectivado ainda, devido&amp;nbsp; &amp;agrave; falta de entendimento entre as autoridades do parque e as fam&amp;iacute;lias afectadas. A discordia&amp;nbsp; relaciona-se com as compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, principalmente o modelo e o tamanho das casas, na zona do reassentamento. Outra razao tem a ver com o facto da terra que havia sido reservada para a pastagem do gado da comunidade apos o reassentamento, ter sido atribuida &amp;agrave; PROCANA, uma empresa que pretende cultivar cana sacarina&amp;nbsp; para a producao de bio-combust&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deste modo as comunidades continuam confinadas no interior do parque, sujeitas &amp;agrave;s investidas dos animais bravios cujos efectivos vao crescendo de ano para ano. Para al&amp;eacute;m dos animais bravios atacarem animais domesticos como gado bovino e caprino, arrasam machanbas resultando em constante inseguran&amp;ccedil;a alimentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para fazer face a situacao, os adultos sao obrigados a pernoitarem nas machambas para espantarem os elefantes e hipop&amp;oacute;tamos. &amp;Eacute; uma batalha incessante e perigosa. &amp;Eacute; que nem sempre os animais se espantam com o barulho&amp;nbsp; dos batuques e gritos dos Homens. E quando isso acontece, quem foge &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio Homem. O perigo acentua-se ainda mais para as maes que levam beb&amp;eacute;s; para al&amp;eacute;m destes estarem expostos aos perigos dos paquidermes, estao em constante exposicao ao mosquito, vector da mal&amp;aacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aissa Matavel &amp;eacute; uma das mulheres que nao conhece descanso e nem sabe que na vida ha momentos de lazer. De dia divide os seus afazeres entre o trabalho&amp;nbsp; da machamba, colecta de lenha, busca de agua, confeccao de alimentos entre outras actividades geralmente atribuidas &amp;agrave; mulher. A noite fica na machamba com a fogueira acesa e tocando batuque para afugentar os animais bravios. As crian&amp;ccedil;as ficam em casa e entregues &amp;agrave; sua sorte, mesmo em caso de doen&amp;ccedil;a.&amp;rdquo; Nao podemos ir com as crian&amp;ccedil;as ao mato, a menos que esteja a amamentar,&amp;nbsp; porque mesmo n&amp;oacute;s precisamos de correr quando os animais aparecem. &amp;Eacute; que mesmo com batuque e fogo os animais as vezes nao fogem. &amp;rdquo;Esta &amp;eacute; uma Guerra. Perdemos a &amp;uacute;ltima campanha porque os animais arrasaram tudo&amp;rdquo;. diz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O seu dia a dia resume-se em levantar-se &amp;agrave; madrugada, da machamba onde dorme, depois de uma jornada para espantar os bichos. Inicia com com a lavra&amp;nbsp; para depois colher ervas que servirao de caril do almoco e jantar. Regressa &amp;agrave; casa, careta &amp;agrave;gua e prepara o almoco. Depois do almo&amp;ccedil;o, prepara o jantar que leva no final do dia para a machamba, para o jantar enquanto vigia os animais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aissa tal como outras mulheres, tem sonhos. A diferen&amp;ccedil;a &amp;eacute; que enquanto outras mulheres sonham com mais conhecimentos, com casa de praia, carro de luxo, boas finan&amp;ccedil;as, f&amp;eacute;rias memor&amp;aacute;veis, etc . Aissa sonha com um helic&amp;oacute;ptero.&lt;br /&gt;
Um helic&amp;oacute;ptero para espantar os bichos que dizimam suas culturas!&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/blog/%5Buser%5D/27-jun-2009/1691#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/life">Vida</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 19:12:55 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Frederico Dava</dc:creator>
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 <title> Cecilia Cubai: aos 40 anos  e deficiente volta a escola primaria</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/blog/%5Buser%5D/27-jun-2009/1686</link>
 <description>&lt;p&gt;O meu grande sonho &amp;eacute; estudar, ter emprego e poder dar aos meus filhos uma vida melhor. Decid&amp;iacute; voltar &amp;agrave; escola porque vejo que para se acabar com a pobreza absoluta &amp;eacute; preciso estudar. A enxada de agora &amp;eacute; uma caneta, ou seja, saber falar e escrever&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cubo &amp;eacute; uma das comunidades do distrito de Massingir,provincial de Gaza, no sul de Mo&amp;ccedil;ambique. &amp;Eacute; regi&amp;atilde;o com potencialidades em recursos florestais e faun&amp;iacute;sticos, onde ocorrem algumas esp&amp;eacute;cies, como o elefante e o rinoceronte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o fim da guerra em 1992, que assolou o pa&amp;iacute;s durante 16 anos, a procura de terras naquele distrito, principalmente para o eco-turismo, por investidores privados, aumentou consideravelmente e com ela os conflitos que op&amp;otilde;em as popula&amp;ccedil;&amp;otilde;es locais e alguns agentes econ&amp;oacute;micos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em face da crescente usurpa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de terras naquela zona, tr&amp;ecirc;s comunidades, nomeadamente Cubo, Chivovo e Mbhindzo, criaram uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o denominada &amp;ldquo;Tlharihane va ka Cubo&amp;rdquo;, o que significa &amp;ldquo;despertai popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Cubo&amp;rdquo;, associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o legalizada em 2006. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma das pessoas escolhidas para dirigir esta associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; Cec&amp;iacute;lia Cubai. Com 40 anos de idade, deficiente f&amp;iacute;sico e m&amp;atilde;e de tr&amp;ecirc;s filhos, depois de muitas vicissitudes que a impediram de estudar, entre a quais a sua defici&amp;ecirc;ncia &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;e a guerra, decidiu voltar &amp;agrave; escola, ultrapassando todas as barreiras de uma mulher inserida numa sociedade em que o papel da mulher limita-se exclusivamente em cuidar do lar. Cec&amp;iacute;lia Cubai frequenta actualmente &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a s&amp;eacute;tima classe com um grupo de meninos. A raz&amp;atilde;o do regresso &amp;agrave; escola &amp;eacute; simples!&amp;rdquo; &lt;i&gt;A arma para o combate &amp;agrave; pobreza absoluta s&amp;atilde;o os livros&amp;rdquo;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu nome &amp;eacute; Cec&amp;iacute;lia Cubai. Nasci aqu&amp;iacute; em Cubo, em 1968. A minha inf&amp;acirc;ncia n&amp;atilde;o foi feliz devido &amp;agrave; estigmatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o resultante da defici&amp;ecirc;ncia que adquir&amp;iacute; aos sete anos, em 1975, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;por motivo de doen&amp;ccedil;a, cujo nome desconhe&amp;ccedil;o em Portugu&amp;ecirc;s. Muitas pessoas, sobretudo crian&amp;ccedil;as, faziam caretas da minha situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isolando-me. Comecei a estudar em 1978, com sucesso, tendo em 1981 passado &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;para&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;quarta classe. Na altura n&amp;atilde;o havia quarta classe aqui na aldeia&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e era obrigat&amp;oacute;rio deslocar-se &amp;agrave; vila, que dista aproximadamente 17 quil&amp;oacute;metros, dist&amp;acirc;ncia que devia percorrer a p&amp;eacute;, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ida e volta, dado que n&amp;atilde;o havia transporte. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de deficiente, e porque naquele &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ano (1981) a regi&amp;atilde;o &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;foi assolada por uma grande seca,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;como n&amp;atilde;o comiamos quase nada, reprovei na quarta classe e deixei de estudar. Em 1984, fui convidada para ser monitora de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e dei aulas at&amp;eacute; 1986. Nesse ano, a guerra de desestabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ou a afectar a nossa regi&amp;atilde;o o que obrigou a nossa comunidade a se refugiar no mato. Como eu n&amp;atilde;o aguentasse correr, o meu pai levou-me para a vila&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;onde permanec&amp;iacute; durante o conflito, tendo regressado &amp;agrave; Cubo, em 1993, depois do fim da guerra. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; na minha aldeia, passei a trabalhar como &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;vendendora numa &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;pequena loja que mais tarde abandonei por desentendimentos com o propriet&amp;aacute;rio. Em 2004, &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;fui convidada para trabalhar como&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;servente na Escola Prim&amp;aacute;ria de Cubo, onde comecei de novo a estudar. Frequentei a quinta classe como assistente e passei de classe sem ter ido ao exame.&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como em 2005 e 2006 n&amp;atilde;o havia sexta classe, s&amp;oacute; viria a continuar &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a estudar em 2007. Frequentei a sexta-classe, passei e agora estou na s&amp;eacute;tima classe. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Meu marido abandonou me&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;e neste momento estou desempregada. &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;O &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;meu contrato como servente da escola terminou naquele mesmo ano, 2006.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem me ajuda a sustentar os meus filhos s&amp;atilde;o os meus irm&amp;atilde;os. Eles s&amp;atilde;o camponeses mas tentam vender milho ou gado &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;ajudando me a custear &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;os estudos &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;dos meus filhos.&lt;br /&gt;
O meu grande sonho &amp;eacute; estudar, ter emprego e poder dar aos meus filhos uma vida melhor. Decid&amp;iacute; voltar &amp;agrave; escola porque vejo que para se acabar com a pobreza absoluta &amp;eacute; preciso estudar. A enxada de agora &amp;eacute; uma caneta, ou seja, saber falar e escrever. As outras mulheres, aqui de Cubo, olham com desd&amp;eacute;m a&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;minha iniciativa de voltar &amp;agrave; escola. Elas se riem de mim, principalmente porque aqu&amp;iacute;, as obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es da mulher ap&amp;oacute;s o casamento&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;s&amp;atilde;o cuidar da casa,&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ir a machamba, cozinhar, etc. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As principais dificuldades das mulheres de Cubo s&amp;atilde;o as obrigac&amp;otilde;es do lar. As mulheres ocupam-se muito dos trabalhos caseiros n&amp;atilde;o lhes resta tempo para mais nada: acordam de madrugada v&amp;atilde;o &amp;agrave; machamba, voltam e entram no mato &amp;agrave; procura da lenha, depois da lenha v&amp;atilde;o a busca da &amp;aacute;gua, lavam a roupa e depois maticam as casas...n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m tempo! Isto impede-as&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;de progredirem e principalmente as raparigas que, ou n&amp;atilde;o v&amp;atilde;o &amp;agrave; escola ou se v&amp;atilde;o, t&amp;ecirc;m mau aproveitamento. Ainda no concernente &amp;agrave; rapariga, est&amp;aacute; o fen&amp;oacute;meno &lt;i&gt;lobolo&lt;/i&gt; (casamento tradicional); muitas raparigas s&amp;atilde;o tiradas cedo da escola para se casarem. Ainda este ano, h&amp;aacute; muitas meninas que v&amp;atilde;o deixar de estudar&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;na nossa escola porque v&amp;atilde;o ao lar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma outra preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; o HIV-SIDA! H&amp;aacute; muitos casos de HIV-SIDA aqui na zona. Por&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;essa raz&amp;atilde;o, a UDEBA(Unidade de Educa&amp;ccedil;ao B&amp;aacute;sica) construiu uma padaria aqu&amp;iacute;, onde sempre h&amp;aacute; palestras sobre a preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do HIV-SIDA. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como membro da associac&amp;atilde;o de Cubo, fui escolhida pela comunidade; &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;o nosso objectivo com a associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma reserva de fauna bravia. Para o efeito, solicitamos ao Governo 10 mil hectares,(esta &amp;eacute; a &amp;aacute;rea que restou, depois que o governo dividiu a terra das comunidades pelos investidores). Na pequena parcela que nos foi concedida&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;ainda n&amp;atilde;o iniciamos com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da reserva porque n&amp;atilde;o temos dinheiro, esperando por um &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;investidor que prometeu apoiar-nos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em termos de profiss&amp;atilde;o, nao podendo ser professor por n&amp;atilde;o me aguentar por muito tempo de p&amp;eacute;, gostaria de estudar e trabalhar com computadores (inform&amp;aacute;tica).&lt;/p&gt;
</description>
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 <pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:10:32 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Frederico Dava</dc:creator>
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 <title>Pacientes desistem ao tratamento com anti retroviral</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1609</link>
 <description>&lt;p&gt;Pacientes infectados com HIV SIDa est&amp;atilde;o a desistir do tratamento anti retroviral por causa da medida decretada pelo&amp;nbsp; Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de que obriga ao encerramento dos hospitais dia, o que obriga&amp;nbsp; as pessoas vivendo com HIV SIDA a fazerem o tratamento nos hospitais comuns.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A medida anunciada em Abril do ano passado,&amp;nbsp; pelo Ministro da Saude, esta a causar uma pol&amp;eacute;mica ao n&amp;iacute;vel nacional, com alguns sectores a considerarem a iniciativa como um retrocesso aos esfor&amp;ccedil;os de mitiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta doen&amp;ccedil;a.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A diversas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que lidam directamente com o problema decidiram convocar uma reuni&amp;atilde;o de emerg&amp;ecirc;ncia para debater o problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Joana Blalalalla, uma das pessoas vivendo com o HIV SIDA, disse que de ora em diante n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; mais deslocar-se ao tratamento por causa dos inadequados servi&amp;ccedil;os&amp;nbsp; que prevalece nos hospitais comuns&lt;/p&gt;
</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1609#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/health">Saúde</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
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 <pubDate>Wed, 27 May 2009 11:52:06 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Frederico Dava</dc:creator>
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 <title>OSC’s dicutem estratégias de intervenção na Governação Local</title>
 <link>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1599</link>
 <description>&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Dez Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Sociedade Civil (OSC&amp;rsquo;s) que trabalham na prov&amp;iacute;ncia de Nampula (parceiras do programa Facilidade), reuniram-se no passado dia 24 de Abril, no Distrito de Moma, a 210 quil&amp;oacute;metros da Cidade de Nampula, para partilhar ideias e experi&amp;ecirc;ncias de trabalho sobre o seu papel no apoio &amp;agrave;s Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es Comunit&amp;aacute;rias de Base (OCB&amp;rsquo;s) e as comunidades rurais em geral, na participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destas no processo de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o local. Tratou-se do primeiro encontro trimestral com os parceiros, organizado pela Facilidade, neste ano de 2009.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Dentre v&amp;aacute;rias quest&amp;otilde;es discutidas, concluiu-se que a governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; um tema que interessa a todas as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que trabalham com as comunidades rurais, uma vez que, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das comunidades em processos de desenvolvimento e governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o locais &amp;eacute; um direito universalmente reconhecido. Tanto a Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o Universal dos Direitos Humanos (Art. 21, n&amp;uacute;mero 1) como a Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica de Mo&amp;ccedil;ambique (Art. 78, n&amp;uacute;meeros 1 e 2) e a Lei dos &amp;Oacute;rg&amp;atilde;os Locais do Estado (LOLE, Art. 102 da Lei 8/2003), estabelecem o direito dos cidad&amp;atilde;os e da comunidade &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em processos de desenvolvimento e governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o locais.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na sua interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Coordenador da Facilidade, Armando Ali, disse que reconhecendo esse direito dos cidad&amp;atilde;os, &lt;i&gt;&lt;span lang=&quot;PT&quot;&gt;&amp;quot;todos n&amp;oacute;s temos v&amp;aacute;rias raz&amp;otilde;es para estarmos interessados nas quest&amp;otilde;es de governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como Organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es da Sociedade Civil temos de controlar o governo, o que faz e como faz...&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;font face=&quot;Arial&quot; size=&quot;2&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;O encontro serviu tamb&amp;eacute;m para cada organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o reflectir sobre que actividades concretas poderia realizar na execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu trabalho, com vista a estimular maior participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das OCB&amp;rsquo;s. Assim, das v&amp;aacute;rias actividades identificadas, foram priorizadas as seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de direitos, deveres e pol&amp;iacute;ticas junto das OCB&amp;rsquo;s;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Capacita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Agentes Locais de Desenvolvimento Comunit&amp;aacute;rio em assuntos sobre leis, decretos e governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o,&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de casos de corrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o na governa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na R&amp;aacute;dio e noutros Meios de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social,&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica,&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s comunidades informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre mecanismos/processos e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ajudam na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conflitos emergentes nas comunidades.&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;font face=&quot;Times New Roman&quot;&gt;Sistematiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de casos pr&amp;aacute;ticos e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao governo;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Para a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessas e outras actividades, as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es concordaram trabalhar juntas, como forma de reactivar a complementaridade de ac&amp;ccedil;&amp;otilde;es, algo tamb&amp;eacute;m acordado num dos anteriores encontros trimestrais.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Como forma de dar seguimento &amp;agrave; actividade, a Facilidade partilhou com as outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es a ideia de realizar, em Junho pr&amp;oacute;ximo, uma campanha de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o cujo lema &amp;eacute; &amp;quot;Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica: Lei m&amp;atilde;e para todos&amp;quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Na campamha, ser&amp;atilde;o distribuidos exemplares de Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos membros das OCB&amp;rsquo;s, l&amp;iacute;deres comunit&amp;aacute;rios, representantes do governo local e tamb&amp;eacute;m ser&amp;atilde;o realizadas sess&amp;otilde;es de debate sobre os conte&amp;uacute;dos da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com maior enfoque nas quest&amp;otilde;es sobre Direitos e Deveres Fundamentais dos Cidad&amp;atilde;os.&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;justify&quot;&gt;Uma equipa de facilitadores, representantes de algumas OCS&amp;rsquo;s parceiras, ser&amp;aacute; submetida a um treinamento nos pr&amp;oacute;ximos dias 26 e 27 de Maio para permitir maior interac&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos participantes nas sess&amp;otilde;es de debate que ser&amp;atilde;o realizadas nos 8 distritos onde o programa Facilidade est&amp;aacute; sendo implementado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description>
 <comments>http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/node/1599#comments</comments>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/news-topic/life">Vida</category>
 <category domain="http://www.citizenjournalismafrica.org/pt/country/mozambique">Moçambique</category>
 <pubDate>Sun, 24 May 2009 14:53:09 +0200</pubDate>
 <dc:creator>Lazaro</dc:creator>
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